Sala de convívio
26 setembro 2020

Ação fraterna na periferia marcada pela droga

Tempo de leitura: 1 min
Na cidade de São Paulo, há pessoas inspiradas em Jesus Cristo e São Francisco de Assis que resgatam crianças, jovens e adultos dominados pela toxicodependência.
Redação
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Cracolândia é o termo inventado para descrever as ruas da cidade de São Paulo, Brasil, ocupadas por viciados em drogas e sem-abrigo, caracterizadas por uma imundice indescritível. O conceito é chocante, não só para os brasileiros, mas também para os estrangeiros que visitam a maior cidade brasileira.

Os rostos dos toxicodependentes e dos sem-abrigo que moram nas ruas paulistas são cadavéricos. Eles parecem zumbis, de olhares vazios. Doentes, vegetam sobre pedaços de papelão, colchões e cobertores velhos no meio ao lixo, ou mesmo sobre terra batida, cimento ou asfalto.

O crack é uma das piores drogas mais consumidas e negociadas ali. Viciante desde a primeira experiência, é uma verdadeira prisão química. As crianças de rua iniciam-se na droga muito cedo. Aos 9 anos, ou menos.

Nesta visão do inferno, há pessoas que caminham como anjos. São membros da Fraternidade O Caminho: https://www.ocaminho.org. Inspiram-se em São Francisco de Assis. São jovens que consagraram a vida a Deus para estar totalmente ao serviço dos mais pobres. Eles vivem a pobreza por escolha, e habitam na Cracolândia para tirarem os seus pobres da miséria.

«Recuperar» é a palavra que a Fraternidade O Caminho usa. Significa, por um lado, resgatar das ruas e das drogas homens e mulheres, crianças, jovens e adultos, e também restaurá-las nos âmbitos físico, psicológico, social e espiritual.

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Notícias
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EDIÇÃO
Outubro 2020 - nº 589
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