Sala de convívio
10 fevereiro 2021

A realidade à frente

Tempo de leitura: 2 min
Este mês vamos falar de «salva-orelhas», «covidário» e «vórtex».
Hélder Guégués
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Tirando casos excecionais, a realidade tem de ir à frente, e só depois procuramos um termo para nos referirmos a ela. Há dias, tive de ir a uma loja comprar um par de salva-orelhas. Bastou dizer isso: «Queria um par de salva-orelhas.» E os nossos aliados do lado de lá da Mancha não dizem ear savers, não? Sim, decerto: há termos que vão morrer com a própria pandemia, e oxalá isso seja mais cedo do que tarde. Assim, por exemplo, «covidário», termo usado em alguns hospitais, como o Santa Maria, em Lisboa, e o São João, no Porto, para designar a área onde entram os doentes para serem testados à covid-19, será um deles. Pode não sobreviver, mas, entretanto, convinha que os falantes soubessem do que se trata quando o ouvem ou veem na televisão.

Vórtex polar

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EDIÇÃO
Março 2021 - nº 594
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