Mundo
28 maio 2019

Futuro urbano

Tempo de leitura: 1 min
A inovação para melhor qualidade de vida nas cidades e comunidades é o tema da primeira assembleia da UN-Habitat, que decorre no Quénia, país da África Oriental.
Carlos Reis
Jornalista
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Cerca de 120 países participam em Nairobi, no Quénia, na primeira UN-Habitat Assembly, cimeira do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos, cujo objectivo é a criação de cidades mais sustentáveis, seguras, igualitárias e resistentes no mundo. Actualmente, 55% da população mundial vive em cidades, um número que deve aumentar para 68% até 2050. No entanto, 60% das infraestruturas que serão necessárias nas cidades até 2030 ainda não foram construídas.

«Se não inovarmos e continuarmos a fazer negócios como até agora, não haverá muita esperança para ninguém» resume Maimunah Sharif, directora executiva da UN-Habitat. Também António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, reforça que «cidades bem planificadas e geridas podem levar a um crescimento inclusivo e a um desenvolvimento sustentável com baixas emissões».

 

A urbanização rápida e sem planificação gera problemas graves como a poluição, crime, desigualdade, doenças, vulnerabilidade diante de catástrofes e a falta de habitação acessível. Novos problemas como a pobreza extrema, a discriminação de género, as crises humanitárias, o alto desemprego e o impacto da mudança climática podem juntar-se.

Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), cerca de três milhões de pessoas  mudam-se para uma cidade a cada semana e 90% desses novos êxodos ocorrem na África e na Ásia, as duas regiões mais rurais do mundo.

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EDIÇÃO
Julho-Agosto 2019 - nº 693
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