
Kisangani é o terceiro pólo comercial da República Democrática do Congo. Fica nas margens do rio Congo, lugar onde o jornalista Henry Morton Stanley (1841-1904)
— que se tornou famoso pela sua viagem através da África em busca do explorador britânico David Livingstone e pelo seu papel na criação do Estado Livre do Congo — teve de parar por causa das correntes do rio. É a maior cidade nas florestas tropicais da bacia do Congo e um dos centros comerciais mais importantes do país, com uma população na área metropolitana estimada em cerca de 1 547 000
habitantes (2025). É um lugar de distribuição e comércio, com indústrias de mobiliário, vestuário e produção agrícola (café, cacau, borracha e arroz).
Devido aos anos de conflito armado, à pobreza extrema e ao colapso das estruturas familiares, muitas crianças vivem na rua — são conhecidas localmente como «shégués», palavra com origem na língua lingala que significa «meninos da rua», ainda que também se diga que o termo seja uma referência ao revolucionário argentino Che Guevara, que esteve na região na década de 1960, tornando-se uma designação para os jovens que vivem à margem da sociedade.
