Reportagens
11 fevereiro 2020

Irão: O pior estará para vir

Tempo de leitura: 27 min
Os EUA assassinaram o segundo homem mais poderoso da República Islâmica quando esta enfrentava a maior revolta política desde a queda da monarquia em 1979.
Margarida Santos Lopes
Jornalista
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Foi uma «agressão externa» que chocou muitos iranianos, incluindo os que protestam contra «as mentiras e a incompetência» do regime. As previsões são sombrias: uma vitória dos “duros” nas eleições deste mês de Fevereiro, uma guerra por procuração e a morte do agonizante acordo nuclear. 

Nader Hashemi não ficou surpreendido ao ver os compatriotas protestar em massa contra a teocracia que os governa, dias depois de chorarem o “martírio” de Qassem Soleimani, o general cuja força os reprime nas ruas. «O Irão, um Estado de 80 milhões de habitantes, não é monolítico», esclarece o director do Center for Middle East Studies da Universidade de Denver (Colorado, Estados Unidos), quando o inquirimos sobre estes sinais de divisão e unidade.

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EDIÇÃO
Julho 2020 - nº 704
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