Aventura da Fé
06 setembro 2026

Igreja para os pobres

Tempo de leitura: 2 min
O Papa Leão XIV lembra a frase do Papa Francisco: «Ah, como eu gostaria de uma Igreja pobre e para os pobres!». E acrescenta: «Este desejo reflete a consciência de que a Igreja “reconhece nos pobres e nos que sofrem a imagem do seu Fundador pobre e paciente (Amou-nos, n.º 36).
Redação
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«Este desejo reflete a consciência de que a Igreja “reconhece nos pobres e nos que sofrem a imagem do seu Fundador pobre e paciente, esforça-se por suprir as suas necessidades e procura servir Cristo neles”» (Amou-nos, n.º 36).

 

A Igreja sabe que é chamada a viver o Evangelho, servindo nos pobres o próprio Jesus. Existe um vínculo inseparável entre ter fé e amor aos pobres: não se trata de uma opção secundária, mas de uma exigência do Evangelho. Esta realidade tem sido vivida pela Igreja ao longo dos séculos.

 

Nos primeiros cristãos predominavam os humildes. A comunidade partilhava os bens, pois a fé sem obras é considerada morta (cf. Carta de Tiago 2, 17); a Eucaristia estava ligada à coleta para órfãos, viúvas, prisioneiros e estrangeiros, ou seja, a atenção aos doentes, aos presos e marginalizados era extensão concreta do culto.

 

Alguns Institutos religiosos nasceram para a missão com os pobres. São Basílio e São Bento imaginaram a vida monástica a praticar a hospitalidade e o trabalho para sustentar os pobres.
O português São João de Deus dedicou-se ao cuidado dos doentes. São José de Calasanz, São João Batista de La Salle e São João Bosco entenderam a educação dos pobres como ato de justiça. São Daniel Comboni, pelo Evangelho, lutou contra a escravatura. Em Portugal, podemos também destacar: Santa Isabel, rainha atenta às necessidades dos mais humildes e carenciados, e Santo António de Lisboa, amigo dos pobres e dos que sofriam — conta-se que, numa ocasião, distribuiu aos pobres todos os pães do convento em que vivia. Atualmente, os cristãos continuam a servir os mais pobres, por exemplo, na assistência aos migrantes.

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EDIÇÃO
Setembro 2026 - nº 654
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