
Em Jesus, Deus vem ter connosco. Jesus é o Emanuel, que significa «Deus connosco» (cf. Evangelho de São Mateus 1, 23). Jesus rompeu as barreiras, venceu as distâncias que nos afastavam dele. Ele considera-nos como sua família e propõe-nos ser seus amigos.
O amor de Jesus não é só de palavra. Ele aproxima-se de nós com grande ternura. Ele não cura de longe, ele aproxima-se, pergunta, ouve, toca, envia em paz. Jesus não tem medo de aproximar-se do leproso para lhe dar a saúde; dá a vista aos cegos. Ele aproxima-se para infundir confiança n'Ele, levantar-nos e encher-nos da sua força.
Jesus manifesta a sua proximidade, compaixão e ternura. Reconcilia a mulher samaritana com o seu passado (cf. Evangelho de São João 4, 5-7); fortalece o temeroso Nicodemos (cf. João 3, 1-2); perdoa à mulher adúltera (cf. João 8, 11).
Jesus, que nos conhece até ao íntimo, aproxima-se de nós e olha-nos com amor. Foi assim que olhou para o jovem rico (cf. Evangelho de Marcos 10, 21). Ele vê no fundo do nosso coração todas as boas intenções que temos, conhece-as e valoriza-as.
Jesus entristece-se ao ver a multidão que não tem o que comer e que anda como ovelha sem pastor; chora pelo seu amigo Lázaro que morreu e por Jerusalém que rejeita a salvação que Ele oferece; com amor, lava os pés dos seus discípulos; angustia-se pela morte violenta iminente que ia sofrer.
É a máxima expressão do amor de Cristo. É o testemunho mais forte do seu amor por nós. Vendo Jesus na cruz, podemos dizer como São Paulo: «O Filho de Deus amou-me e entregou-se por mim» (Carta aos Gálatas 2, 20).
