
Deus não ficou indiferente ao povo que era escravizado no Egito e enviou Moisés para o libertar. Depois, Ele acompanhou a caminhada do povo até à terra prometida. Deus esteve ao lado do povo, para lhe mostrar as soluções quando surgiam dúvidas e problemas.
Quando Deus se fez um de nós com o nascimento de Jesus Cristo, Ele partilhou connosco a nossa condição humana e a nossa pobreza. Durante toda a sua vida, Jesus assumiu consciente e voluntariamente uma pobreza, num desprendimento radical: nasceu num presépio, não tinha bens próprios – quando Ele diz que ««não tem onde reclinar a cabeça»» isso descreve a vida itinerante e o desapego material total – e morre na cruz.
Jesus compadece-se diante da pobreza e da fraqueza de toda a humanidade – da fome, da doença, dos preconceitos e julgamentos – para libertar as pessoas dessa pobreza. O modo de vida que Ele veio instaurar é caracterizado por justiça, fraternidade e solidariedade.
Jesus não é apenas um messias pobre, é o Jesus dos pobres e para os pobres: no início do seu ministério proclamou ««Enviou-me a anunciar a boa nova aos pobres»» (Lucas 4, 18) e indicou-nos que as obras de misericórdia são critério do juízo final (cf. Mateus 25).
Jesus Cristo disse claramente que o amor a Deus é inseparável do amor ao pobre. O apóstolo São João guardou esse ensinamento e convida-nos a refletir: ««Se alguém diz "Eu amo Deus" e odeia seu irmão, é um mentiroso. Se não ama o seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê»» (1 João 4, 20).
