
O amor aos pobres é, antes de mais nada, uma atitude de Deus connosco e é um apelo contínuo ao coração dos cristãos. Enquanto Corpo de Cristo, a Igreja sente como sua a vida dos pobres. Por isso, o amor aos pobres é a garantia de que a Igreja é fiel ao coração de Deus.
Somos convidados a evitar as tentações da cultura atual, como a indiferença e o ignorar o necessitado. Em vez disso, o cristão tem os sentimentos do bom samaritano do Evangelho (cf. Lucas 10, 25-37) que se aproxima do homem assaltado e ferido, o cura, o carrega e compromete-se com a sua reabilitação total.
Ouvindo o Senhor que diz ««Vai e faz tu o mesmo»» (Lucas 10, 37), os cristãos não consideram os pobres apenas como um problema social. Na família que é a Igreja, os pobres são uma questão familiar. Pertencem aos nossos. A relação com eles não pode ser reduzida a uma atividade ou departamento da Igreja.
Solicita-se a cada cristão que dedique tempo aos pobres, lhes preste atenção com bondade, que os escute com interesse, que os acompanhe nos momentos difíceis, que os escolha para partilhar horas, semanas ou anos da vida, que reconheça que os pobres não só recebem, também dão.
Ninguém ama o próximo até ao extremo como Jesus nos ensinou a fazê-lo. Mas, quando criamos laços com os pobres, eles podem tornar-se nossos mestres.
