
Não olharás para a Natureza como uma coisa que te pertence, mas como uma dádiva que recebeste e tens a responsabilidade de entregar às próximas gerações.
Gesto Missionário: Vou escolher um lugar da Natureza — uma árvore, um jardim, um rio, uma praia — e parar alguns minutos diante dele. Observá-lo-ei, agradecerei a Deus e comprometer-me-ei a cuidar deste pedacinho da Casa Comum.
Água, alimentos, energia, roupa, papel, tempo… O desperdício parece pequeno, mas multiplicado por milhões de pessoas torna-se uma enorme ferida na Terra. Antes de deitares fora, perguntarás: «Não preciso mesmo disto? Não conheço ninguém que precise disto?» O desperdício é uma forma silenciosa de injustiça.
Gesto Missionário: Não deitarei fora comida que ainda possa ser aproveitada. Guardarei, congelarei, reinventarei uma refeição ou partilhá-la-ei com alguém.
Não comprarás apenas porque podes comprar. Aprenderás a distinguir entre aquilo de que precisas e aquilo que apenas desejas. A felicidade não cabe num carrinho de compras.
Gesto Missionário: Antes de comprar alguma coisa, esperarei 24 horas e perguntarei: «Preciso mesmo disto?» Se a resposta for não, não compro. Guardarei esse dinheiro para algo verdadeiramente necessário ou para ajudar alguém.
Não deixarás uma torneira correr inutilmente, não gastarás água como se fosse inesgotável e defenderás rios, ribeiras, aquíferos e oceanos. A água é vida. Não podes comportar-te como se fosse infinita.
Gesto Missionário: Vou fechar a torneira enquanto lavo os dentes e reduzirei o tempo do duche. E calcularei quanta água consegui poupar em todas as atividades ao longo do dia.
Reduzirás, reutilizarás, repararás e reciclarás. E lembrar-te-ás de que o melhor lixo é aquele que nunca chegou a ser produzido. Terás consciência de que o planeta não consegue continuar a receber tudo aquilo que decides deitar fora, e que reduzir é melhor do que reciclar.
Gesto Missionário: Vou optar por produtos não descartáveis em todos os serviços domésticos. Evitarei sacos desnecessários. Recusarei embalagens de que não preciso.
Não considerarás inútil uma abelha, uma andorinha, uma árvore ou uma pequena flor. Cada criatura tem o seu lugar tem o seu lugar na obra de Deus e na maravilhosa teia da vida.
Gesto Missionário: Plantarei uma flor, uma erva aromática ou outra espécie adequada ao meu espaço que possa alimentar ou abrigar insetos. Se não tenho espaço, patrocinarei uma área verde.
Sempre que puderes, andarás a pé, usarás bicicleta ou transportes públicos e reduzirás aquilo que contribui desnecessariamente para o aquecimento do planeta.
Gesto Missionário: Escolherei pelo menos um dia desta semana para fazer a pé, de bicicleta ou de transportes públicos uma deslocação que normalmente faria de carro.
Quando vires uma floresta destruída, um rio poluído, uma praia cheia de lixo ou uma espécie ameaçada, não dirás simplesmente: «Alguém devia fazer alguma coisa.» Tu és alguém. Quando a Criação está ameaçada, todos somos chamados a agir.
Gesto Missionário: Escolherei um problema ambiental da tua terra — lixo, desperdício de água, árvores ameaçadas, poluição, abandono de espaços verdes — e informar-me-ei sobre ele. Depois, falarei dele com pelo menos uma pessoa e darei o meu contributo da melhor maneira que puder.
Quando fores à praia, à montanha ou ao campo, lembra-te: estás a visitar uma casa que não é tua. Deixarás atrás de ti apenas pegadas — e levarás contigo fotografias, memórias e gratidão.
Gesto Missionário: Nas minhas caminhadas, agradecerei aos funcionários que mantêm os espaços limpos; recolherei resíduos que encontrar pelo caminho (não é preciso esperar por uma grande campanha para fazer uma pequena limpeza); e chamarei a atenção quem estiver a poluir ou sujar.
Rezarás pela Criação, sim. Mas a oração não pode terminar quando dizes «Ámen». Levantar-te-ás e farás alguma coisa por ela. Porque não basta pedir a Deus que cuide da nossa Casa Comum se nós próprios nos recusamos a cuidar dela.
Gesto Missionário: Farei todos os dias uma breve oração pela Casa Comum. E, logo depois, realizarei um gesto concreto de cuidado pela Natureza. Uma oração. Um gesto. Todos os dias.
Uma torneira fechada.
Uma refeição não desperdiçada.
Uma garrafa reutilizada.
Uma árvore plantada.
Uma deslocação feita a pé.
Um pedaço de lixo retirado da praia.
Uma criança ensinada a amar uma flor.
Parecem pequenas coisas.
Mas é de pequenas coisas que Deus faz nascer grandes mudanças.
A conversão ecológica não começa no planeta.
Começa em mim.
E talvez a pergunta mais importante deste mês seja esta:
«Que mudança na minha vida nascerá da minha oração pela Criação?»
Fonte: @fraternitasmovimento

