Na foto: D. Kike Figaredo, (@OMP Espanha)
É bom que não fiquemos indiferentes a tudo isto, mas que sejamos conscientes de que o grito dos pobres e o grito da Terra nos interpela.
Em tempo pascal, recordemos o convite-desafio que nos fez o Papa Francisco: «Somos “gente de primavera”, com um olhar sempre repleto de esperança, a partilhar com todos, porque em Cristo acreditamos e sabemos que a morte e o ódio não são as últimas palavras.»
Jesus Cristo ressuscitado chama-nos a viver uma vida com sabor a Evangelho – isto é, ser «sal da Terra e luz do mundo» (Mateus 5, 13-16) –, em que a fé se traduz em atos de amor, esperança e alegria que tornam a vida de todos mais saborosa e significativa. Jesus, ao convidar-nos a ser sal e luz, convida-nos a viver para os outros. São imagens que descrevem a natureza da comunidade cristã, que existe não para si mesma, mas para o mundo. Cristãos e Igreja, por nascimento e vocação, em saída, em missão.
O Papa Leão XIV, quando se apresentou à Igreja e ao mundo e disse «A paz esteja convosco», recordou-nos, de seguida, a vocação de sermos anunciadores do ressucitado: «Esta é a paz do Cristo ressuscitado, uma paz desarmada e desarmante, humilde e perseverante.»
Seguir Jesus não é viver no conforto e na paz do mundo, mas escolher a paz de Jesus.
P. Joaquim Silva








