Igreja
25 junho 2026

Viver a fraternidade com o povo afro de Guayaquil

Tempo de leitura: 10 min
O irmão Alberto Degan, missionário comboniano, trabalhou no Centro Cultural Afro de Guayaquil, no Equador. O seu serviço missionário, juntamente com outros combonianos e leigos, consistiu em testemunhar o Evangelho, viver a fraternidade e ajudar o povo afro a ser protagonista da sua história.
Ir. Alberto Degan
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Em 1980, os Missionários Combonianos fundaram em Guayaquil, uma cidade na costa equatoriana, o Centro Cultural Afro. Foi o primeiro centro, em toda a América Latina, dedicado exclusivamente à pastoral dos afro-descendentes, que até hoje representam a parte mais pobre e discriminada da população do Equador. De facto, a rejeição, a exclusão e a falta de oportunidades são a realidade quotidiana de muitos negros que vivem nesta cidade. Com esse serviço missionário, queremos incentivar as instituições e também a Igreja a valorizar a pessoa afro-descendente e a sua cultura; ao mesmo tempo, queremos que os afro-equatorianos acreditem na sua própria beleza e nos seus próprios talentos.

Tive a graça de viver a minha vocação missionária em Guayaquil de 2002 a 2010 e de 2020 a 2024. Como irmão comboniano, sinto-me empenhado, sobretudo, na promoção humana. No entanto, quando falamos de promoção humana, não nos referimos apenas ao desenvolvimento técnico-científico, pois um desenvolvimento desvinculado de uma espiritualidade da fraternidade e da justiça aumenta – em vez de diminuir – a desumanidade. Por isso, acreditamos que promoção humana significa – antes de mais nada – promover a humanidade, valorizar as riquezas humanas e formar pessoas segundo o projecto de Deus, que veio ao mundo como «primogénito entre muitos irmãos» (Rm 8,29) para nos ensinar a viver a fraternidade. Queremos, portanto, valorizar as belezas humanas e espirituais das pessoas que a sociedade marginaliza e não leva em consideração: os afro-descendentes, os habitantes das periferias urbanas, os toxicodependentes, etc.

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EDIÇÃO
Junho 2026 - nº 769
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