
Este menino viu como os missionários eram dedicados e se entregavam a Deus na oração, evangelização e promoção humana. Reparou como eles viviam felizes com aqueles que iam encontrando, aprendendo a sua cultura e língua, para compartilhar com eles a fé. Observou como respeitavam e apoiavam todos, mostrando que cada pessoa precisa de ser amada, independentemente da condição em que esteja.
Para Phiri Charles, Jesus ensinou que se deve amar a Deus e ao próximo como a si mesmo(a), e os missionários combonianos procuravam ser sinal de Deus para os que com eles se cruzavam. Partilhavam o Evangelho e a vida com simplicidade e solicitude.
Começou a admirá-los e a perguntar-se como teriam sido transformados pelos sentimentos do próprio Jesus para amarem os outros assim. Sentia-se atraído e queria encontrar o mesmo Deus que os missionários haviam encontrado na fé que viviam. Por isso, abordou um deles, que lhe contou o seu percurso. Falou-lhe também da vida de São Daniel Comboni – o fundador dos Missionários Combonianos – que era italiano e partiu para África, a fim de libertar o povo africano da escravatura, evangelizá-lo e comungar da sua sorte, o que não foi nada fácil. Contudo, o Charles percebeu que a sua vida podia, igualmente, ser partilhada com os outros, dando bom uso aos seus dons e qualidades.
Charles, ao terminar o liceu, pediu aos pais para entrar no seminário dos Missionários Combonianos, e estes apoiaram-no. Nos Combonianos, começou por estudar Filosofia no Malauí durante três anos. Depois, entrou na fase formativa do noviciado em Lusaca, capital da Zâmbia. Em 2025, consagrou a vida a Deus para ser missionário com os votos de castidade, pobreza e obediência, e foi enviado para Portugal, com o intuito de estudar Teologia na Universidade Católica do Porto. Está agora a aprender português, antes de começar as aulas.