Aventura da Fé
25 setembro 2026

Amor que dá de beber

Tempo de leitura: 2 min
No terceiro capítulo da encíclica Amou-nos (números 48-91), o Papa Francisco recorda que a devoção ao Coração de Cristo não é o culto a um órgão separado, mas a adoração a Jesus por inteiro. O coração de carne é o símbolo real e natural do seu amor divino e humano, um amor que permanece para sempre.
Redação
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O papa recorda os textos da Bíblia como o lugar principal da Revelação desse amor. No Antigo Testamento, os profetas (como Oseias e Jeremias), apresentam o coração de Deus como um coração maternal, fiel e cheio de compaixão e ternura, que sofre quando o seu povo se afasta e perdoa gratuitamente. No Novo Testamento, o Coração de Jesus é revelado na sua vida terrena, nos seus gestos e palavras, que expressam o amor e a misericórdia de Deus Pai. O coração de Cristo, trespassado na cruz (cf. João 19, 34), torna-se, para os cristãos, o sinal de um amor que se doa sem limites.

 

Ao longo dos séculos, a Igreja tem aprofundado esta revelação. Eis alguns dos testemunhos da fé cristã:

  • São Agostinho apresenta-nos a devoção Coração de Jesus como um encontro pessoal com o Senhor, um encontro de amor.
  • São Bernardo e Guilherme de Saint-Thierry dizem-nos que a ferida no lado de Cristo revela misericórdia e convida-nos a entrar no seu Coração.
  • São Boaventura apresenta-o como uma fonte sacramental e uma amizade íntima.
  • Santa Margarida Maria Alacoque mostra-nos este coração dizendo: "Eis este Coração, que tanto amou a Humanidade, que nada poupou até se esgotar e consumir-se para he demonstrar o seu amor."
  • São Cláudio La Colombière interpreta a devoção à luz do Evangelho e convida-nos a confiar plenamente no amor de Cristo.
  • São Francisco de Sales une o Coração de Cristo com uma confiança filial.
  • Santa Teresa do Menino Jesus vive uma devoção centrada na confiança: "A confiança, e nada mais do que a confiança".
  • São Carlos de Foucauld manifesta o seu desejo de "deixar que o Coração de Jesus viva em mim" através de uma devoção concretizada numa vida simples e missionária.
  • São Daniel Comboni "encontrou no mistério do Coração de Jesus a força para o seu empenho missionário" (n.° 150).
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Setembro 2026 - nº 654
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